sábado, 26 de outubro de 2013

O PAPEL DA MINHA SINA

Afaga minh’alma de leve o encanto.
Esquadrinho rimas como respiro...
Eu as encontro tristes ou contentes.
Como gêmulas de flores a brotarem
na terra fêmea do meu coração fecundo...
A poesia me invade, e da vida extraí o sumo.
Escorre em cada palavra e nelas se alastra.
Entre frases se entranha verte e me veste.

Mostra o que sou, e o que de mim invento.
Na inspiração renasce meu ser e alegoria.

Teço versos com sentimento, e me enlevo.
Poetizo e me reinvento toda em amor...
Afeto que marca o papel da minha sina.
e dele  emana essência de rosas vermelhas...
Zeni Bannitz
Código do texto: T4543489