domingo, 14 de outubro de 2012

UM POUCO DE MIM: SOU CHATA! E DAÍ?



Não bebo quase nunca!
Sou uma não fumante: Xiita!
O álcool marcou minha vida tristemente...
O cigarro também!
Esses prazeres fugazes,
na minha vida não se encaixam!!!

Gosto de gente com cheiro e sabor natural...

Não brigo, mas aprendi a briga!
Ainda assim prefiro conversar...
Afinal, haverá sempre uma divergência...
Que ela seja estímulo para a interlocução!

Não falo palavrões, e não gosto de escutá-los...
Principalmente se forem pra mim!
Não grito, e gosto de falar mansinho... com alegria,
ou tristeza, que seja sempre com delicadeza!

Faço da paz ação em meu caminho!
Amo as palavras do bem... e as gentes as dizem também...

Sei que alguns me dizem chata! Sou mesmo, e daí?!
Posso ser difícil, por isso, seletiva demais!
Eu sei que estou sozinha por isso...
Mas essa é minha opção, e dela não abro mão!

domingo, 30 de setembro de 2012

Sou como a lua, de fases...
Sou única, rara, e comum...
Mas não me adivinhe, nem me presuma...
Olhe-me, e me enxergue... Logo!
Pois antes do amanhecer
desaparecerei no horizonte,
e ao contrário da lua
Talvez nunca mais eu volte!
 Zeni Bannitz
QUEM FOI QUE DISSE

Quem foi que disse que o amor tem que rimar com dor?
Ah, que me desculpe! É comum sentir assim, mas se enganou!
Amor rima com cor, que alegra o céu da gente!
Rima com sorriso solto, com gargalhada e bom humor!
Amor rima com carinhos, gentilezas, com zelo e atenção...
Rima com flores e poesias, com surpresas expressando a paixão!
Amor só não rima mesmo é com dor, porque dor rima com doença!
E doença brota do medo, nasce da amargura da falta do amor,
dentro do coração da gente!
 
Zeni Bannitz

sábado, 21 de julho de 2012

TERRA SEDENTA

 Terra sem uso, quase virgem...
Terra imêmore...
Terra erma e solitária,
que o tempo ao acaso
fecundou de cores.
Terra perdida e desvendada
arada pelo jovem lavrador
que a surpreende!
Terra lavrada de vida
Onde em diversidade
foi semeada, terra viva!
Aves, e borboletas,
que nela fizeram morada,
Terra bela, terra amada...
Pela própria natureza,
em si mesma estimada...
Que recebe a chuva forte
de beijos molhados,
de mãos enormes
que a amaciam e revolvem...
em frenesi e desejo...
Corpos molhados
misturam-se à argila morna.
Delícia e prazer sem nome...
Contrastes e densidades
Que compõe na diferença
uma beleza infinda...
Terra que recebe o leite,
néctar do amor
a invadir-lhe as entranhas,
a escorrer-lhe pelas grotas
que deságuam nesse mar...
Mar de céu azul, e
imensa correnteza...
de amor sem limites,
em profundo oceano.
Terra linda, em plena primavera...
Já quase no inverno da vida...
Recebe o presente amor de Deus
Que da à sua existência sentido
A terra sedenta,
fêmea faminta foi saciada!

PARTE DO QUE SOU...

O que faço é parte do todo que sou.
Sou Educadora, que ama a profissão,
Sou outras entrelinhas...
Mulher que veio da pobreza,
Como tantas iguais a mim...
Mulher de luta por um lugar
de direito, não um lugar posto
pelo mundo patriarcal.
Independência financeira?
Estudo, trabalho, prazer e alegria,
Para melhorar a qualidade de vida.
Mulher de fé, que crê no ser humano.
Sou mãe que têm dúvidas...
Contudo amo mais que tudo!
Sou ainda a menina criança
Que anseia em ser amada...
Sou pela paz, mesmo que faça a guerra
Para ser respeitada pelo que eu sou...!
Sou fêmea solitária...
Que anseia por intimidade,
Que não encontra um homem
De coragem e confiabilidade.
Que suporte e ame uma mulher forte...
Sou poeta em busca da rima certa,
Que brinca com as palavras...
Transformando tudo em poesia!

Zeni Bannitz

HAICAI

O BEIJO 3

Sinto-me linda!
Ao seu olhar guloso
Beleza dentro...

Zeni Bannitz

HAICAI

O BEIJO 2

Eriçou-me os pelos
Beijo gostoso
Correu corpo inteiro...

Zeni Bannitz

HAICAI

O BEIJO 1

Fremente colou.
Palavras evasivas...
O beijo calou

COM PAIXÃO










COM PAIXÃO

Hoje despertei sentindo-me tão leve...
Nem tristeza, nem saudades, nada de dor...
Procurei... procurei... cadê o amor?
Estremeci por um instante breve...

Busquei e encontrei a compaixão.
Que sei, sempre esteve em mim.
Reconheci a paixão, que teve fim...
E redimida, regenerei meu coração.

Uma parte da imensa paixão que sinto
Morreu e brotou renovada...
Para que a outra parte fosse preservada
Restaurada minha inteireza nada ressinto...

Pois, tudo o que até aqui me comoveu...
Foi à porção exata para ser quem sei!
A que busco acolher, é fruto do que sonhei...
Amo, respeito, e todo dia redescubro-me eu!



Zeni Bannitz

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MADEIRA DE LEI





Madeira de Lei, termo usado desde o tempo do Império,
termo antigo... que não se refere a madeira alguma,
E ao mesmo tempo a todas as madeiras que são nobres.
Madeira nobre é madeira pesada, é dura e muito resistente...
Sou pesada... dura até demais.
Mas resistente, sei que eu não sou.
Gostaria de ser flexível como o Bambu.
Mas me sinto frágil com uma folha de papel.
Ah! Já sei: Papel de madeira de lei!
Sina minha, minha escolha, ou fibra?
Minha cor: castanha - clara, levemente amarelada,
Dourada ao Sol, linda se bem amada, bem alisada!
Madeira de Lei, de superfície lisa, lustrosa,
Se estou feliz, radiante, brilho.
Com certeza sou espécie em extinção,
Rara, e difícil de ser encontrada.
Mulheres da minha geração,
Criadas pra serem "boazinhas"
Já fui muito explorada,
Sina minha, minha escolha...
Madeira de Lei, resiste ao tempo,
No tempo, exposta... me transformo...
Quando enraizada, me deixo cortar e volto sempre inteira,
E dou de presente sementes aladas em forma de coração!
Me dizer "madeira de lei", pode ser uma forma
De não me referir a madeira alguma...?!...
Nobre, talvez...
Em constante transformação, com certeza!
Ainda buscando identidade??? Ufa...
De tábua de carne, móveis, a construção naval,
Até a caixa de engraxate do Pelé foi feita em madeira de lei...
E atenção: não faça fogueira de mim, ou... faça sim...
Me domine, me esculpi, eu me entrego inteira...
Mas, não me explore, não me use:
ME AME, ME ALISE....
SOU MADEIRA DE LEI.




Zeni Bannitz


CHUVA


Chuva é fêmea...
leve garoa,
delicada e mansa...
Chuvarada abundante,
revolvendo o solo
na sua dança insana...
é tempestade,
é desejo... é vontade!
Mulher no cio...
É fêmea a chuva ...
que as vezes refresca...
ou gela a alma...
quase sempre nutre, alimenta...
A chuva sou eu...
Zeni Bannitz

TEIA


TEIA

Tece a teia

No fio da navalha

Arranharanha...


Zeni Bannitz

DEVIR



Degusto palavras...
Uma que signifique o movimento...
De coisas a se transformarem,
Lembro-me de Nietzsche...
O filósofo do devir!
Que me leva a repensar o cotidiano...
... E o quanto estou pronta
Para agir a favor da minha vida...
O que há de vir?






Zeni Bannitz